Anatomia do Trato Genital Inferior (TGI)

Conhecer intimamente a Anatomia Trato Genital Inferior ajuda a mulher a detectar doenças e também a melhorar a sua qualidade de vida com ela mesma e com o parceiro. O Trato Genital Inferior se divide em órgãos genitais internos e externos. Vamos descrever alguns deles para que você conheça um pouco mais sobre seu próprio corpo.

 

Provavelmente você já conhece alguns dos nomes a seguir, principalmente dos órgãos internos. Mas na região externa, onde conseguimos enxergar, muitas vezes não temos conhecimento do nome de cada partezinha da nossa vulva.

 

Veja a seguir como se dá a divisão das partes.

 

Os órgãos genitais internos do Trato Genital Inferior:

  • útero
  • trompas
  • ovários
  • vagina

 

Colo do Útero

O colo do útero tem grande importância em ginecologia pois é uma região que sofre intensas alterações no decorrer da vida, e é o mais estudado do trato genital inferior.
A parte que mais estudamos é a parte do colo do útero que se encontra dentro da vagina, é este que visualizamos no exame ginecológico ao colocarmos o espéculo para afastar as paredes vaginais. É onde são realizadas as coletas de citologia (preventivo, Papanicolau).

 

Vagina

A vagina é um órgão tubular, mede em torno de 12 cm de comprimento, rica em fibras elásticas e musculares. Por ser rico em fibras é um órgão muito distensível, podendo dilatar-se a ponto de permitir a passagem do feto no parto e de desenvolver sua principal função que é envolver o pênis durante a relação sexual , formando como se fosse uma baínha, dai o nome vagina.

 

Os órgãos genitais externos do Trato Genital Inferior – vulva:

  • Monte de vênus
  • Lábios maiores
  • Lábios menores
  • Vestíbulo
  • Clitóris
  • Óstio da vagina
  • Óstio externo da uretra
  • Glandulas vestibulares

 

Monte de Vênus (Púbis)

É uma região de formato triangular, anterior e superior ao osso pubiano e constituído por um coxim adiposo recoberto com pele e pêlos.

 

Lábios Maiores

São duas pregas cutâneas, grossas, que na face lateral até região inguinal apresentam-se recobertas por pêlos a partir da puberdade. A face interna dos lábios maiores não apresenta pêlos. A região é rica em glândulas sebáceas, sudoríparas e folículos pilosos e serve de proteção aos pequenos lábios e outras partes mais sensíveis da vulva e intróito vaginal.

 

Lábios Menores

São duas pregas cutâneas, longitudinais, na maioria das vezes uma diferente da outra (as vezes isto não é perceptível), localizadas entre os lábios maiores e o óstio da vagina. Podem ser mais compridos (se sobrepor) ou menores que os grandes lábios. São mais finos e tem muitas terminações nervosas, portanto mais sensíveis que os grandes lábios.
Os pequenos lábios podem sofrer pequenos traumas em contato com a roupa íntima ou com roupas muito apertadas. Este é o motivo pelo qual orientamos manter uma camada de pêlos protetora sobre os grandes lábios, sem contar que os pêlos são o primeiro mecanismo de defesa da vulva.

 

Vestíbulo

Quando afastamos os pequeno lábios vemos o vestíbulo – nome que vem do latim vetibulum (espaço entre a porta de entrada e a parte interna do recinto). No vestíbulo temos 2 aberturas. O meato uretral (parte mais externa da uretra e por on de sai a urina) e o intróito vaginal, que é a abertura maior que vemos.

 

Clitóris

É o órgão sexual mais sensitivo do trato genital inferior da mulher. Ele é o responsável pelo orgasmo feminino. É composto por corpos cercam a abertura da uretra e vagina e pela glande do clitóris. Está localizado na junção dos pequenos lábios na parte superior. É formado por tecido esponjoso erétil e corresponde na mulher ao pênis masculino (porém não tem orifício e não ejacula). O que pode acontecer é na excitação e orgasmos as glândulas parauretrais e as demais glândulas vestibulares excretarem muco.

 

Hímen

Na parte inferior da vagina, no óstio, localiza-se uma membrana ou dobra de mucosa que tem um orifício no meio, chamada de hímen. Não existe um formato único de hímen. Pode haver um orício apenas, vários pequenos orifícios, algumas vezes forma franjas ao redor da parede vaginal e muito raramente pode encobrir toda entrada da vagina, isto é, ser imperfurado, sem nenhum buraco por onde possa sair a menstruação. Geralmente, no último caso, a descoberta é feita após a primeira menstruação, pois o sangue vai se acumulando na vagina e útero o que pode ser muito doloroso, e é preciso fazer uma cirurgia para abrir uma passagem para o sangue.
Independente do formato, o hímen é elástico. Durante a primeira relação sexual, o hímen será esticado e pode se romper e sangrar um pouco, porém nem todas mulheres sangram na primeira relação sexual.

 

Cuide-se sempre!

É importante entender sobre nosso corpo e nos protegermos sempre, tanto em nosso dia a dia quanto visitando regularmente seu médico ginecologista para os exames de rotina.

 

Existem tantos formatos de vulva! Aqui um parênteses para você que tem curiosidade sobre isso: veja essas 400 vaginas feitas pelo artista Jamie McCartney.